sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mini Curso: "PATRIMÔNIO CULTURAL AFRO-BRASILEIRO E O ESTUDO DAS RELAÇÕES RACIAIS NO BRASIL".

Prof. ALESSANDRA LIMA
Consultora UNESCO/IPHAN

UFOPA - Campus Boulevard
Data: 22 e 23 de Outubro
Sala 304


domingo, 1 de abril de 2012

Candombe: Afro-Uruguaio




Essa semana vamos abrir espaço para algumas conexões tecidas pela diáspora africana no Novo Mundo. O Candombe é uruguaio; Afro-Uruguaio. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Hoodie/Capuz e a expressão do racismo nos Estados Unidos e Brasil






Vou mudar um pouco o rumo da nossa conversa. No mês de fevereiro, nos Estados Unidos, mais exatamente no estado da Flórida, o jovem Trayvon Martin, um African American (Afro-Americano), de 17 anos, que estava usando um "hoodie", uma espécie de casaco com capuz, muito comum entre os jovens, estudantes, atletas e etc (na foto: Muhammad Ali usando um Hoodie em protesto contra o assassinato do jovem), foi assassinado por um "guarda voluntário" que o acusou de "atitude suspeita". A lei da Flórida, ou melhor a política de segurança da Flórida e de outros vinte estados americanos, chamada "Stand your Ground" (algo como: "defenda o seu território/bairro/lugar), autoriza o uso da força "letal" em caso de defesa pessoal. 

O Hoodie/capuz é socialmente percebido como um tipo de roupa que compõem o esteriótipo do "negro marginal", no caso estadunidense. É a velha dinâmica cruel da discriminação. Esse crime racial está deflagrando protestos em todo mundo.

Temos dois links relacionados a esse debate. O Primeiro deles é um resumo das notícias veiculadas pelo jornal Washington Post nos últimos dias, inclusive um bom editorial que faz uma crítica à política do "Stand your Ground Law"; O segundo traz uma pesquisa interessante sobre o sentidos da mestiçagem nos Estados Unidos, uma série de reportagens publicada no jornal The New York Times. 
Quando falamos em "relações raciais" no Brasil temos tradicionalmente o caso estadunidense como ponto de comparação. Isso quer dizer, entre outras coisas, que seria bom estar com o olhar apurado para questões centrais envolvendo os debates acerca do tema que ocorre lá e cá. 


Vamos seguir atentos. O racismo está aí e funciona como uma máquina muito eficiente extermínio.

http://www.washingtonpost.com/opinions/a-rise-in-homicides-after-stand-your-ground/2012/03/29/gIQAxZexjS_story.html

http://topics.nytimes.com/top/news/us/series/race_remixed/index.html?ref=us

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mapeamentos: Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul




Um boa entrevista sobre o panorama das pesquisas de mapeamento em três estados brasileiros: Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Estamos conectados e dentro do debate nacional. A região amazônica é muito importante dentro desse panorama de investigação e de formulação de políticas públicas!
(Fonte: Programa Conexão Futura)
Seguimos.

Chimamanda Adichie: O perigo da história única




Seguindo a temática dos nossos posts anteriores sobre a importância da aplicação da lei 11.645 para uma educação que esteja em sintonia com as demandas do mundo contemporâneo! A escritora (Nigeriana) Adichie Chimamanda nos ensina sobre os riscos da história única! Aproveitem.

terça-feira, 27 de março de 2012

As leis e suas aplicações. (11.645 - história e cultura afro-brasileira e Indígena)



"Lei 11.645 - Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena".
Esse programa foi produzido pela UNIVESP TV e traz duas entrevistas valiosas. No primeiro bloco, a prof. Marina de Mello e Souza, historiadora da USP, faz uma avaliação sobre os avanços e desafios que ainda cercam a aplicação da lei 11.645. No segundo bloco, a antropóloga Rachel Rua Bakke comenta um pouco sobre a sua pesquisa de doutorado, que se dedicou a investigar como e quando as cosmologias das religiões de matriz Afro-brasileira, especialmente o Candomblé e a Umbanda, são trabalhadas em sala de aula.    

Um bom material para nos informar e suscitar o debate! 

Seguimos.

terça-feira, 20 de março de 2012

Educação Escolar e Crianças de Candomblé




http://www.revistapontocom.org.br/entrevistas/educacao-nos-terreiros

Eis um link para uma outra conversa com a escritora do livro acima referido (Stela Guedes Caputo). A entrevista traz dados instigantes sobre o universo escolar e a relação delicada e difícil com as crianças de Candomblé. Vamos avançar com essa discussão que é mais do que necessária e urgente!

Religiões de Matriz Afro e Escola



Esse é um vídeo muito interessante que aborda um problema que se repete por todo o Brasil: A tensa relação envolvendo as crianças do Candomblé e o espaço escolar. São problemas graves que costumam    ficar invisibilizados, mas seguem reproduzindo os seus efeitos perversos. Essa é mais uma face do racismo e da discriminação racial.

O Mapeamento e seus Pesquisadores

Estamos de volta para anunciar que o Programa do Mapeamento já conta com os quatro estudantes que foram selecionados para as bolsas previstas no projeto. O Programa também contará com três novas parcerias de pesquisa com os professores Maria Betanha Cardoso Barbosa  (http://lattes.cnpq.br/3748540801230878); Myrian Sá Leitão Barboza (http://lattes.cnpq.br/4827055067722362); Pedro Fonseca Leal (http://lattes.cnpq.br/0927442890485563).
Com esse grupo de pesquisadores (Geógrafa, Bióloga e Antropólogo) o nosso programa irá contar com abordagens variadas com linhas e projetos de pesquisa em etnoecologia (plantas e animais), territórios e territorialidades e organização social e política. Estamos em vias de estabelecer parcerias para uma investigação dedicada à etnomusicologia. Tudo isso a partir dos terreiros/casas de religiões de matriz Afro que estão espalhados por toda a cidade de Santarém/PA.  
Seguimos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ODO IYA, Hoje é dia de YEMANJA!

ODO IYA, HOJE É DIA DE YEMANJA!

Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN)

A Associação Brasileira de Pesquisadores Negros foi criada no dia 25 de novembro de 2000. (Vejam a ata de fundação: http://www.mulheresnegras.org/abpn/estatuto/index.html).
Vamos falar em outros momentos sobre a importância de uma Associação que congrega pesquisadoras negras (os), de modo a proporcionar um espaço para suas/nossas reflexões e considerando-nos portadores e difusores de perspectivas científicas, filosóficas e artísticas inovadoras. ABPN - como comumente é citada - criou uma revista, a Revista da ABPN, que trata do tema das relações raciais a partir de seus mais variados aspectos. Nós, pesquisadores negras (os), temos este espaço para publicação e apresentação das nossas produções. Vou deixar o caminho para que vocês possam aproveitar os textos publicados na mais recente edição, no quinto número da Revista: http://www.abpn.org.br/Revista/index.php/edicoes      
Eu chamo atenção para dois artigos, que estão ligados ao meu interesse de reunir material de referência para alguns temas importantes no âmbito do Mapeamento das Religiões de Matriz Afro-brasileira em Santarém, são eles: "Panorama dos Programas de Ação Afirmativa para inserção da População Negra no Ensino Público Superior Brasileiro (2002-2007): Estudos e Grupos de Pesquisa", de Alessandro Oliveira Santos; "Relações Etnicorraciais e Currículos Escolares nas Teses e Dissertações sobre Educação (1987-2006): Desafios da Inclusão da Cultura Negra nas Práticas Curriculares", de Kátia Evangelista Regis.
Vou fazer as minhas leituras e depois compartilho os meus "não sei" com vocês.

Um abraço e Feliz Dia de Yemanja para todos nós que nos interessamos pelas Religiões de Matrizes Africanas e suas configurações na diáspora. Axé.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Festa para Ogum, Tambor de Mina. Gravação de Fabio Cavalcante/ Terreiro Pai Brasil - Belém


Queridos, 
aqui em Santarém temos coisas interessantes envolvendo a prática das religiões de matriz Afro-brasileira. Por exemplo, em razão dos fluxos migratórios envolvendo os estados do Pará e Maranhão, temos o Tambro de Mina como uma presença bastante disseminada. Em santarém há uma espécie de "fusão/junção/reunião" chamada Umbanda-Mina, que tem chamado a minha atenção durante o trabalho de campo. Deixo para vocês o setlist com uma gravação linda realizada por um amigo que é pesquisador-músico-professor, e que ainda congrega uma forte vocação para a etnomusicologia, Fábio Cavalcante. Trata-se de uma Festa para o Orixá Ogum, no terreiro do Pai Brasil (bairro Jardim Sideral - Belém). Esse é um terreiro de Tambor de Mina. Vamos, aos poucos, compreendendo mais e melhor sobre esse complexo religioso. Eis um pouco da Música, elemento fundamental para as religiões de matriz Africana! 


Um Grande Abraço. Espero que aproveitem! 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cineclubismo e espaços sócio-religiosos

Vou deixar um link da PosTV Conexões Globais. Pode-se acompanhar um ótimo debate sobre Cineclubismo e Cine Educação.
Santarém é mais um município brasileiro onde não há sala de cinema. O único cinema da cidade foi comprado por uma igreja pentecostal que, pasmem, sequer tem público. Por outro lado, a cidade tem mais de 30 terreiros e casas de religiões de matriz afro-brasileira, de acordo com o cadastro da Associação Afro Religiosa do Oeste do Pará, a AFROPA. Se parte desses espaços sócio-religiosos abrigarem Cineclubes e toda a potencialidade ligada também à produção audiovisual podemos imaginar um panorama, no mínimo, instigante.  
Vamos descobrindo, olhando, mirando e discutindo o Oeste do Pará a partir do som dos seus tambores, que são muitos e também podem abrir circuitos importantes para novas interações.

http://www.ustream.tv/recorded/20023646

Terreiro Barão de Goré - Alenquer. 13/11/2011