sexta-feira, 30 de março de 2012

O Hoodie/Capuz e a expressão do racismo nos Estados Unidos e Brasil






Vou mudar um pouco o rumo da nossa conversa. No mês de fevereiro, nos Estados Unidos, mais exatamente no estado da Flórida, o jovem Trayvon Martin, um African American (Afro-Americano), de 17 anos, que estava usando um "hoodie", uma espécie de casaco com capuz, muito comum entre os jovens, estudantes, atletas e etc (na foto: Muhammad Ali usando um Hoodie em protesto contra o assassinato do jovem), foi assassinado por um "guarda voluntário" que o acusou de "atitude suspeita". A lei da Flórida, ou melhor a política de segurança da Flórida e de outros vinte estados americanos, chamada "Stand your Ground" (algo como: "defenda o seu território/bairro/lugar), autoriza o uso da força "letal" em caso de defesa pessoal. 

O Hoodie/capuz é socialmente percebido como um tipo de roupa que compõem o esteriótipo do "negro marginal", no caso estadunidense. É a velha dinâmica cruel da discriminação. Esse crime racial está deflagrando protestos em todo mundo.

Temos dois links relacionados a esse debate. O Primeiro deles é um resumo das notícias veiculadas pelo jornal Washington Post nos últimos dias, inclusive um bom editorial que faz uma crítica à política do "Stand your Ground Law"; O segundo traz uma pesquisa interessante sobre o sentidos da mestiçagem nos Estados Unidos, uma série de reportagens publicada no jornal The New York Times. 
Quando falamos em "relações raciais" no Brasil temos tradicionalmente o caso estadunidense como ponto de comparação. Isso quer dizer, entre outras coisas, que seria bom estar com o olhar apurado para questões centrais envolvendo os debates acerca do tema que ocorre lá e cá. 


Vamos seguir atentos. O racismo está aí e funciona como uma máquina muito eficiente extermínio.

http://www.washingtonpost.com/opinions/a-rise-in-homicides-after-stand-your-ground/2012/03/29/gIQAxZexjS_story.html

http://topics.nytimes.com/top/news/us/series/race_remixed/index.html?ref=us

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mapeamentos: Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul




Um boa entrevista sobre o panorama das pesquisas de mapeamento em três estados brasileiros: Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Estamos conectados e dentro do debate nacional. A região amazônica é muito importante dentro desse panorama de investigação e de formulação de políticas públicas!
(Fonte: Programa Conexão Futura)
Seguimos.

Chimamanda Adichie: O perigo da história única




Seguindo a temática dos nossos posts anteriores sobre a importância da aplicação da lei 11.645 para uma educação que esteja em sintonia com as demandas do mundo contemporâneo! A escritora (Nigeriana) Adichie Chimamanda nos ensina sobre os riscos da história única! Aproveitem.

terça-feira, 27 de março de 2012

As leis e suas aplicações. (11.645 - história e cultura afro-brasileira e Indígena)



"Lei 11.645 - Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena".
Esse programa foi produzido pela UNIVESP TV e traz duas entrevistas valiosas. No primeiro bloco, a prof. Marina de Mello e Souza, historiadora da USP, faz uma avaliação sobre os avanços e desafios que ainda cercam a aplicação da lei 11.645. No segundo bloco, a antropóloga Rachel Rua Bakke comenta um pouco sobre a sua pesquisa de doutorado, que se dedicou a investigar como e quando as cosmologias das religiões de matriz Afro-brasileira, especialmente o Candomblé e a Umbanda, são trabalhadas em sala de aula.    

Um bom material para nos informar e suscitar o debate! 

Seguimos.

terça-feira, 20 de março de 2012

Educação Escolar e Crianças de Candomblé




http://www.revistapontocom.org.br/entrevistas/educacao-nos-terreiros

Eis um link para uma outra conversa com a escritora do livro acima referido (Stela Guedes Caputo). A entrevista traz dados instigantes sobre o universo escolar e a relação delicada e difícil com as crianças de Candomblé. Vamos avançar com essa discussão que é mais do que necessária e urgente!

Religiões de Matriz Afro e Escola



Esse é um vídeo muito interessante que aborda um problema que se repete por todo o Brasil: A tensa relação envolvendo as crianças do Candomblé e o espaço escolar. São problemas graves que costumam    ficar invisibilizados, mas seguem reproduzindo os seus efeitos perversos. Essa é mais uma face do racismo e da discriminação racial.

O Mapeamento e seus Pesquisadores

Estamos de volta para anunciar que o Programa do Mapeamento já conta com os quatro estudantes que foram selecionados para as bolsas previstas no projeto. O Programa também contará com três novas parcerias de pesquisa com os professores Maria Betanha Cardoso Barbosa  (http://lattes.cnpq.br/3748540801230878); Myrian Sá Leitão Barboza (http://lattes.cnpq.br/4827055067722362); Pedro Fonseca Leal (http://lattes.cnpq.br/0927442890485563).
Com esse grupo de pesquisadores (Geógrafa, Bióloga e Antropólogo) o nosso programa irá contar com abordagens variadas com linhas e projetos de pesquisa em etnoecologia (plantas e animais), territórios e territorialidades e organização social e política. Estamos em vias de estabelecer parcerias para uma investigação dedicada à etnomusicologia. Tudo isso a partir dos terreiros/casas de religiões de matriz Afro que estão espalhados por toda a cidade de Santarém/PA.  
Seguimos.